Pular para o conteúdo principal

As vantagens e desvantagens da Dinâmica de Grupo

Apesar de ser temida por alguns candidatos, especialista garante que técnica pode identificar características necessárias para a vaga.

Em processos seletivos de diversas empresas, a fase que segue a seleção do currículo é a famosa Dinâmica de Grupo – para receio de muitos candidatos, que consideram essa a etapa mais difícil, principalmente para os mais tímidos e introspectivos. Porém, para o selecionador, as atividades em grupo solicitadas durante o processo, quando bem aplicadas, são capazes de mostrar características e habilidades que serão necessárias para determinada vaga.

As Dinâmicas de Grupo são muito usadas para seleção de estagiários ou trainees. Na seleção de cargos executivos e gerências, são raros os processos que incluem a entrevista em grupo. "O querem observar nesses processos é interação entre os candidatos. Os especialistas vão buscar sinais de liderança, capacidade de trabalho em equipe ou o contrário, tudo dependendo do perfil que a vaga em questão exige".

Para os candidatos que sempre saem de uma Dinâmica se perguntando para que tudo aquilo serviu, Elaíce Shinoda separou alguns esclarecimentos, divididos entre prós e contras:

Vantagens

1. Oportunidade de demonstrar seu comportamento e como se relaciona em grupo;

2. Em entrevistas individuais os candidatos não têm tantas chances de emitir opiniões e exteriorizar aspectos de comportamento como liderança, empreendedorismo, criatividade, capacidade de atuar em situações-limite;

3. A dinâmica pode ser aproveitada para candidatos conhecerem outras pessoas, trocarem ideias, fazerem networking;

4. A cada dinâmica, o candidato consegue aprimorar sua capacidade de se incluir e de trabalhar em grupo;

5. Por ser um processo de várias horas, a dinâmica não permite que o candidato se porte de uma maneira "treinada" por muito tempo. A real essência de cada um sempre vem à tona.

Desvantagens

1. Algumas empresas dão explicações superficiais sobre o processo e não dão feedback quando a seleção termina, o que não agrega ao processo de aprendizado do candidato que procura emprego;

2. Muitas pessoas na mesma dinâmica e apenas um selecionar para observar o comportamento de todos pode ser ruim. O ideal é trabalhar com números menores de pessoas, de forma que o observador consiga avaliar e dar atenção a todos;
 
3. Candidatos muito tímidos, que têm dificuldade de se expor em público e colocar opiniões podem perder lugar para um profissional que pode ser até menos competente, porém mais desinibido. Caberá sempre ao selecionador saber identificar as reais qualificações e posturas dos candidatos presentes.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Novas regras para o seguro desemprego

A nova regra determina que o empregado que negar duas vezes a uma vaga de mercado ficará sem o seguro. Os trabalhadores que dependerem do seguro desemprego devem ficar atentos às novas regras do Governo Federal. Entre as novidades estão a suspensão do benefício para quem recusar a segunda oferta de emprego de trabalho. O Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos informa que a regra já entrou em vigor dês do dia 04/04/2011. Na prática, isso significa que o trabalhador, ao dar entrada no seguro desemprego, vai fazer um cadastro com o seu perfil profissional. Esses dados serão compartilhados automaticamente entre as empresas que estão com vagas em aberto, via internet. Caso seja detectado que há vaga que combine com o perfil do trabalhador, será feito o encaminhamento pelo Sine. Se a empresa entender que o perfil daquele profissional atende ao que está sendo pleiteado, o trabalhador poderá ser empregado. O desejo da criação da nova regra parte do pressuposto que todos os tr…

Como fazer um script eficaz para atendimento

Um script eficaz exige muito mais do seu autor do que apenas passar as informações que o cliente precisa saber sobre o produto. Mas, você sabe como construi um?

No mundo atual, prender a atenção de uma pessoa do outro lado da linha é uma missão cada vez mais difícil e para isso as empresas de contact center têm se preparado.

Aquele texto robotizado que parece ser proclamado por uma máquina, e que não está aberto a perguntas ou interrupções, ficou no passado. O diretor de clientes da empresa Atento Flávio Henrique Ribeiro diz que os roteiros das operações são feitos em conjunto com o cliente, buscando aperfeiçoar o atendimento. “A empresa se dedica a conhecer a fundo cada operação. Procuramos desenvolver linhas de argumentação para evitar a robotização no atendimento”, afirma Ribeiro.

Apesar desse engajamento entre empresa e cliente, o diretor ressalta que é necessário certificar-se de que o operador está no ambiente certo. Cada pessoa tem um perfil diferente e não há roteir…