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Quando é hora de treinar seus colaboradores?

No ano de 2010, as empresas brasileiras treinaram 73% de seus funcionários, de acordo com a pesquisa O Retrato do Treinamento no Brasil (Pesquisa Anual da ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) e MOT (Mudanças Organizacionais e Treinamento). No ano, foram investidas 45 horas no treinamento destes colaboradores. Mas afinal, qual o melhor momento para as organizações treinarem seus funcionários? A palestrante e consultora Inês Cozzo Olivares explica que as empresas costumam buscar o treinamento apenas quando requisitadas por uma das áreas da organização, mas que isto deveria ocorrer de forma diferente. “As empresas deveriam fazer isto de forma preventiva, antes mesmo de uma solicitação. O treinamento deve ser realizado sempre que há mudança, pois não existe mudança sem readaptação”, explica. A opinião é a mesma de Benedito Milioni, pesquisador, consultor e escritor brasileiro na área de treinamento, que acredita que vivemos em mudança e que precisamos sempre buscarmos aprender. “Partindo do pressuposto de que tudo é descontínuo, a empresa deve fornecer treinamento contínuo a seus colaboradores, na mesma proporção em que deseja manter-se competitiva e alinhada com a ‘Era do Conhecimento’, que é aquela em que vivemos”, afirma. Na hora de avaliar a necessidade de um treinamento a empresa também deve levar em consideração suas vantagens do ponto de vista financeiro. O profissional bem treinado pode desenvolver maior velocidade na execução de suas atividades, além de exercê-las com mais qualidade, aumentando a produtividade e lucratividade da empresa. Branca Barão, palestrante, consultora e especialista em criatividade, inovação e mudança, vê também outros benefícios em oferecer treinamento aos funcionários, pois acredita que ele é capaz de envolver as pessoas e motivá-las, trazendo motivos para que permaneçam na organização. “Com pessoas mais envolvidas e felizes, temos resultados maiores por mais foco e atenção, perdas menores pela mesma razão, menor índice de absenteísmo, menor turnover, e, de quebra, menos ações trabalhistas no futuro”, avalia. Com mais de 30 anos de experiência na área de recursos humanos, Milioni explica que as empresas devem levar em conta que o treinamento não é um benefício do colaborador. “O treinamento não é benefício, não é direito adquirido, muito menos mero cumprimento de rotina ou algo que, lamentavelmente, é muito comum em nossos dias: treinar para atender especificações da qualidade e passar nas auditorias”, enfatiza o consultor.

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