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As duas dimensões da gestão de pessoas - Administrativa e Estratégica.


O profissional de gestão de pessoas tem responsabilidade multifunção. Essa multifuncionalidade está ligada à duas dimensões: a administrativa e a estratégica.

A dimensão administrativa, é aquela que muitas vezes não gostamos de fazer, mas que precisa ser executada. Não gostamos, no sentido dela ser rotineira e sem muitos atrativos para crescimento.
Nessa dimensão, o gestor de pessoas atua como responsável pelos processos operacionais de Recursos Humanos. Tem responsabilidades burocráticas como cuidar das relações sindicais e trabalhistas, cuidado com os passivos trabalhistas para evitar custos no futuro, gestão que envolve a segurança e medicina do trabalho que agora com o  e-social, a demanda e importância para essa gestão, tornou se ainda mais forte para o RH, toda parte que envolve recrutamento e seleção de profissionais e também o famoso “DP” que cuida dos processos de admissão, demissão, férias,  benefícios e toda parte relacionada a folha de pagamento e impostos. Costumo dizer que a operação de RH, é aquela que cuida dos custos e evita multas futuras. É a dimensão que previne riscos.

Na outra ponta, temos a dimensão estratégica que é aquela em que o gestor de pessoas precisa estar no comitê de direção da empresa. O gestor estrategista,  precisa fazer parte e estar ciente das estratégias da empresa, dos clientes, produtos, saber dos principais problemas, saber para onde está indo e qual o caminho que a empresa está seguindo. Essa é uma gestão importantíssima, pois o profissional que atua de forma estratégica, tem a dimensão dos riscos que a empresa pode correr na área humana, do ponto de vista de legislação e obrigações trabalhistas (ultimamente tem sofrido grandes mudanças e muitas são dúbias) e que precisam ter uma visão estratégica de qual o melhor caminho seguir.
O gestor de pessoas estratégico, é quem cuida do capital intelectual da empresa; ele é responsável pelo desenvolvimento de pessoas, não como um simples plano de cargos e salários, mas com uma política permanente e eficiente no desenvolvimento de carreira, é responsável pela sucessão gerencial da empresa, pela geração de valores, de oportunidades, desenvolvimento de talentos; é ele quem treina, educa  e cuida do clima e da motivação dos colaboradores. Tudo isso está no campo da dimensão estratégica e um CEO inteligente, da abertura para a gestão de pessoas na direção da empresa.

A inclusão da visão estratégica à área de gestão de pessoas muda o foco de poder nas organizações. E isso se deve a consciência de que são as pessoas que formulam e implementam as estratégias organizacionais necessárias à obtenção dos resultados desejados e que sua atuação constitui um elemento diferenciador no sucesso da empresa.

Mas é preciso olhar para os dois lados e entender que a nossa área de trabalho exige paciência para compreender que não vamos ter as respostas no tempo que precisamos, resiliência diante de situações que não dependem do nosso trabalho, mas que muitas vezes seremos os responsáveis; perseverança, coragem para defender nossos princípios, mesmo que este custe o emprego, ética, comprometimento e o mais importante, GOSTAR DE GENTE.
Apesar de existir as duas dimensões, o profissional de gestão de pessoas, transita entre os dois campos, um não vive sem o outro. A estratégia é responsável por criar as políticas e diretrizes e a administração, é responsável pela execução.

Vale lembrar que “a estratégia pode  promover, mas é a operação que pode demitir”.

Referência:
HIAVENATO, IDALBERTO. Gestão de Pessoas; O novo papel dos recursos humanos nas organizações / Idalberto Chiavenato – Rio de Janeiro: Campus, 1999.

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